Será que uma experiência financeira mais simples pode mudar a relação do brasileiro com o banco? Essa é a proposta por trás da nova plataforma ia.i, que amplia a estratégia digital construída pelo Itaú Unibanco ao longo de mais de uma década.
O banco investe de forma contínua em dados, governança, infraestrutura e pesquisa aplicada. Com essa base, a tecnologia reúne serviços financeiros em uma jornada conversacional, feita para orientar o cliente com mais agilidade e clareza.
Apresentada em São Paulo por João Araújo, Carlos Eduardo Mazzei e Pedro Prates, a solução foi liberada em 27 de julho de 2026 para cerca de 300 mil pessoas. O lançamento ocorreu após prévias no AWS re:Invent e no Web Summit Rio.
A expansão será gradual. A expectativa é alcançar 3 milhões de usuários até o fim de setembro e toda a base até dezembro de 2026. Assim, a iniciativa mostra como inovação pode sair dos testes e chegar à rotina bancária.
Principais pontos
- A ia.i marca uma nova etapa da estratégia digital do banco.
- O lançamento inicial atende aproximadamente 300 mil clientes.
- A plataforma combina serviços em uma experiência conversacional.
- Investimentos em dados e governança sustentam a expansão.
- A previsão é chegar a toda a base até dezembro de 2026.
Como a inteligência artificial Itaú transforma a relação com o cliente
A experiência muda quando menus dão lugar a uma conversa simples. Dentro do aplicativo, o cliente pode escrever ou usar a voz, além de combinar imagens e navegação tradicional. Essa forma de acesso reduz etapas e torna a busca por serviços mais direta.
Conversa, voz e serviços financeiros
A ia.i conecta conta corrente, cartões, crédito, investimentos, seguros e Pix em um só ambiente. É possível consultar saldo, separar gastos por categoria, pedir uma sugestão de cartão e enviar um Pix pela conversa. A tecnologia aproxima a tarefa financeira da rotina real do usuário.
Respostas ligadas ao perfil
A inteligência artificial cruza data de relacionamento, histórico, perfil financeiro, objetivos e momento de vida. Também considera outra data relevante: o momento de uso do serviço. Com isso, a ferramenta oferece respostas mais úteis, sem tratar todos da mesma forma.
“A melhor experiência financeira é aquela que entende o contexto antes de sugerir um caminho.”
Expansão gradual
Na fase beta, a plataforma informa e permite apenas uma operação: o Pix. Recomendações de investimento seguem em piloto restrito. O plano começa com 300 mil clientes e avança para 3 milhões até setembro de 2026.
Benefícios reais da inteligência artificial para clientes e empresas
Os resultados aparecem quando a tecnologia resolve tarefas concretas. Nos pilotos, a satisfação passou de 87 pontos, enquanto algumas jornadas elevaram a resolutividade em 20% a 30%. Em certos fluxos, a conversão cresceu entre 40% e 50%.

Mais agilidade em atendimento, crédito e análise de documentos
O cliente ganha tempo em processos que antes exigiam várias etapas. A análise de documentos imobiliários ficou 75% mais rápida. Além disso, modelos apoiam o exame de mais de 43 milhões de documentos jurídicos.
Mais de 300 mil ligações já foram transcritas e organizadas. Esse uso cria bases para novos serviços e melhora a inteligência operacional. No crédito, a combinação de modelos tradicionais com GenAI aumentou em até 30% a precisão de análises complexas.
Recomendações financeiras e produtividade no banco
Com 500 modelos em áreas estratégicas, a ferramenta apoia recomendações, atendimento e decisões internas. Assim, empresas reduzem retrabalho, e o uso de dados ganha foco prático. O benefício central é transformar informação em ações mais rápidas e úteis.
| Aplicação | Resultado | Impacto |
|---|---|---|
| Atendimento | +20% a 30% em resolutividade | Menos obstáculos |
| Imobiliário | 75% mais rapidez | Processos ágeis |
| Crédito | Até 30% mais precisão | Risco melhor avaliado |
Governança, segurança e o futuro do trabalho no Itaú
Com R$ 5,4 bilhões investidos, o Itaú reforça sua estrutura de tecnologia. O foco inclui proteção, qualidade dos dados e regras claras para cada etapa do serviço.

Antes de uma resposta chegar ao cliente, uma camada de controle verifica sua factualidade. A plataforma combina modelos abertos e proprietários, ligados a uma base única de conhecimento. Também usa memória de curto e longo prazo, limites de interação e barreiras contra vieses.
A governança reúne data confiável, normas regulatórias e políticas internas. Essa inteligência reduz riscos, mas o cruzamento entre as bases de pessoa física e jurídica continua suspenso. A decisão preserva a consistência das informações e evita recomendações fora de contexto.
- Segurança: respostas passam por verificação antes da exibição.
- Apoio: a inteligência artificial atua como copiloto para equipes.
- Transição: tarefas repetitivas migram para sistemas, liberando tempo.
Para gerentes, especialistas e empresas, a ferramenta amplia o uso da tecnologia sem substituir o contato humano. Fábio Napoli destaca a preparação profissional. O cenário cresce: bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em 2026, contra R$ 46,8 bilhões em 2025. No Gartner, 29% de 644 empresas já usavam GenAI no quarto trimestre de 2023, e 34% apontaram a integração em aplicativos como principal aplicação.
Conclusão
O próximo passo do banco é construir uma relação financeira baseada em confiança, não apenas em receita imediata. A ia.i apresenta uma nova forma de atender, ao reunir conversa, histórico, segurança e serviços em uma jornada mais próxima da rotina do cliente.
Os primeiros números reforçam esse caminho: a satisfação supera 87 pontos, e a análise documental ficou 75% mais rápida. Essa inteligência transforma dados em orientações úteis, com respostas mais claras para diferentes necessidades.
O uso responsável seguirá como prioridade. Para empresas, isso significa buscar produtividade sem abrir mão da privacidade, da precisão e da supervisão humana. Com a expansão prevista para toda a base até dezembro de 2026, o Itaú sinaliza uma nova etapa da transformação digital bancária no Brasil.